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30/10/2018 11h2 - Atualizado em 30/10/2018 11h2
Com apoio da FADESP, XII ENCAT discute "Catálise: inovação e sustentabilidade na Amazônia".
Da Redação
Portal FADESP
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Professores, pesquisadores, estudantes, profissionais e técnicos da indústria se reuniram, em Belém, no XII Encontro de Catálise do Norte, Nordeste e Centro Oeste (ENCAT). O evento apoiado pela FADESP teve como tema "Catálise: inovação e sustentabilidade na Amazônia".

A programação de dois dias (24 e 25 de outubro) reuniu palestras, cursos e sessões de pôsteres. Na abertura, o pesquisador Rafael Luque, PhD em Química Orgânica, da Universidade de Córdoba (ES), apresentou a palestra sobre "Catalysis and Green Chemistry: a partnership for sustainable catakyst design and applications".

Luque chamou a atenção para a relação da catálise e dos processos industriais. Ele observou que a região amazônica tem grande potencial para o desenvolvimento de processos porque dispõe de muitas matérias-primas tanto naturais quanto as geradas pelas indústrias.

"Vocês têm muitos materiais aqui. Tem biomassa, rejeitos. O rejeito é um problema. Temos a possibilidade de eliminar os rejeitos e produzir algo que tem muito valor", pontuou.

Segundo o presidente da Rede de Catálise Norte e Nordeste (RECAT), professor Luiz Pontes, as regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste conseguiram estruturar grupos de pesquisa, laboratórios com equipamentos diferenciados nos últimos dez anos, mas o cenário se tornou instável.

Pontes acredita que essas regiões correspondentes a 70% do território devem se unir para alcançar maior representatividade na pesquisa. No mesmo sentido, a vice-presidente da Sociedade Brasileira de Catálise (SBCat), professora Sibele Pergher, acrescentou que a união através da RECAT tem aumentado as chances de participação de grupos de pesquisa em editais.

O presidente do XII ENCAT, professor Geraldo Narciso da Rocha Filho, reforçou a importância das pesquisas sobre a catálise, uma vez que os Catalisadores estão presentes na maioria dos processos industriais. O petróleo e os biocombustíveis são dois exemplos.

"Hoje qualquer carro tem um catalisador que, na hora da descarga, funciona para converter gases nocivos em compostos seguros, podendo então ser emitidos para a atmosfera, causando menos danos ao meio ambiente", exemplifica.

O professor comemorou a vinda do evento para a Amazônia pela primeira vez, sendo decisivo o apoio dado pela UFPA, FADESP, CNPq, IFPA e PCT Guamá. O ENCAT tem uma trajetória de mais de vinte anos e é realizado a cada dois anos nos intervalos do congresso nacional e dos encontros de países do Mercosul.

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